era um carro antigo, de desfiles passados. com suas milhares de miçangas, suas ferragens, suas memórias descansando o sono dos sonos e os materiais espelhados, peças únicas reverberando a galera que passava prum lado e pro outro na cidade do samba. e de sonhos. sempre de algum sonho. rodamos um pouco por lá, entre a primeira e última foto. gosto desse jogo de espelho entre fotógrafo, fotografados, ângulos e sombras, um mundo inclinado e uma moldura de adereços que vão se perdendo e se perdendo nas laterais da imagem. gosto também da saída de emergência. os dois perfilados. um homem que caminha calmamente ao fundo. as construções. as muitas e muitas ferragens. sempre ferragens. outro carro atrás. outros carros estacionados de um mundaréu de gente que segue trabalhando nesse quase-delírio, mas que no chão e nas calçadas e nas praças vira projeto, em direção a um existir que finalmente passe a 'dar errado'. sigo com os ensinamentos que no final das contas, nessa cultura de brechas, fresteira, cada pequeno poro eriçado, suando à contra-pelo, é uma saída de emergência, um plano desviante e insurgente. viva @fabiofabato. viva @luizantoniosimas. viva @morula_editorial. viva @vitor.m.castro.
fotos para a divulgação do livro "Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos".
lançamento é amanhã, 27/01, no @barodromo, a partir das 18:30h. só colar.
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lançamento é amanhã, 27/01, no @barodromo, a partir das 18:30h. só colar.